Visão Geral do Projeto

O Novo Terminal de Contentores Norte do Porto de Leixões é um projeto estruturante que visa reforçar a capacidade, eficiência e competitividade do porto, preparando-o para responder aos desafios atuais e futuros do transporte marítimo e da logística internacional.

Este investimento permitirá acompanhar a evolução da dimensão dos navios, melhorar a fluidez das operações portuárias e consolidar o papel de Leixões como uma infraestrutura estratégica ao serviço da economia regional e nacional.

Novo Terminal De Contentores 02

Porque é um Projeto Essencial

O transporte marítimo de contentores tem registado uma evolução significativa, marcada por navios de maior dimensão e cadeias logísticas cada vez mais exigentes. O Porto de Leixões opera atualmente próximo do limite da sua capacidade, o que condiciona o crescimento e a eficiência das operações.

Este projeto é essencial para evitar a perda de competitividade do porto, assegurar a continuidade das principais rotas marítimas e garantir que a região Norte continua ligada de forma eficiente aos mercados internacionais.

 

Principais Benefícios e Mais-Valias

O Novo Terminal de Contentores Norte permitirá aumentar significativamente a capacidade operacional do porto, criando melhores condições para a movimentação de mercadorias, a redução de tempos de espera e a melhoria da fiabilidade dos serviços portuários.

A modernização das infraestruturas e a adaptação a navios de maior dimensão traduzem-se em ganhos de eficiência, redução de custos logísticos e maior atratividade do Porto de Leixões no contexto internacional.

 

Impacto Económico e Social

Este projeto terá um impacto positivo relevante na economia local, regional e nacional. A ampliação do terminal contribuirá para a criação de emprego direto e indireto, dinamizando setores como a logística, os transportes, os serviços e a indústria associada.

Ao reforçar a capacidade exportadora e importadora da região Norte, o Porto de Leixões assume-se como um pilar fundamental para a competitividade das empresas e para o desenvolvimento económico sustentável.

 

O projeto inclui:

Alternativas de geometria/layout do terrapleno

• Soluções para a construção do cais acostável (caixotões e estacas), aplicáveis a cada uma das alternativas de terrapleno.

• Opções para a implantação da ferrovia, aplicáveis a cada uma das alternativas de terrapleno, e dependendo se esta se inicia no atual TCN ou no TCN ampliado

Independentemente da alternativa de geometria/layout do terrapleno, solução de cais acostável ou opção de implantação da ferrovia, estão previstos fundos de serviço à cota – 15,5 m (ZHL)3.

No âmbito das dragagens recentemente efetuadas (2022) para a melhoria das acessibilidades ao Porto de Leixões parte significativa das áreas do projeto já se encontram dragadas/aprofundadas à cota necessária - 15,5 m (ZHL).

 

 

Tcn Proposta
  • Mission

    Sustentabilidade e Transição Energética

    A sustentabilidade é um eixo central do Novo Terminal de Contentores Norte. O projeto aposta na eficiência operacional, na integração da ferrovia e na eletrificação progressiva dos terminais, contribuindo para a redução das emissões de gases com efeito de estufa. Estas medidas alinham o Porto de Leixões com os objetivos nacionais e europeus de descarbonização, promovendo uma logística mais limpa, eficiente e resiliente.

  • Vision

    Integração Porto–Cidade

    O projeto contribui para uma melhor organização e racionalização dos usos portuários, promovendo uma integração mais equilibrada entre o porto e a cidade. A separação clara de funções comerciais, recreativas e urbanas reduz conflitos de uso e melhora a convivência entre as atividades portuárias e o espaço urbano envolvente. Esta reorganização reforça a ligação do porto à comunidade e ao território, valorizando o espaço costeiro.

  • Hand

    Ambiente e Avaliação de Impactes

    O Novo Terminal de Contentores Norte foi objeto de um Estudo de Impacte Ambiental rigoroso, que identificou os principais impactes associados ao projeto e definiu medidas específicas de minimização, mitigação e monitorização. Este processo garante que o desenvolvimento do porto é realizado de forma responsável, assegurando a proteção do ambiente e a qualidade de vida das populações, em equilíbrio com o desenvolvimento económico.

Perguntas Frequentes

  • A ampliação é necessária para permitir que o Porto de Leixões proporcione soluções logísticas mais eficientes e competitivas às empresas nacionais, uma vez que vai permitir receber navios porta-contentores de maior dimensão, que são hoje a norma no transporte marítimo internacional.

    Na verdade as infraestruturas atuais estão próximas do limite da sua capacidade, o que penaliza a eficiência máxima das operações dos terminais de contentores.

  • O empilhamento de contentores no Novo Terminal de Contentores Norte será o mesmo que hoje é praticado nas instalações existentes em Leça da Palmeira, ou seja, terá um limite máximo de 5 contentores em altura, um cenário extremo e não representativo do funcionamento normal do terminal. Importa ainda referir que duas dessas filas ficarão já ocultas pelo molhe norte do Porto de Leixões, reduzindo o impacto visual a partir do exterior do porto, designadamente da praia de Leça da Palmeira.

    No dia a dia, o funcionamento regular do terminal prevê empilhamentos entre 3 e 4 contentores de altura, compatíveis com a operação atual e com a integração visual da infraestrutura na paisagem portuária existente.

  • O projeto permitirá aumentar significativamente a capacidade de movimentação de contentores, reforçando o papel do Porto de Leixões como motor da economia regional e nacional. Entre os principais benefícios destacam-se a criação de emprego direto e indireto, a dinamização do setor logístico e industrial, a atração de investimento e a redução dos custos de transporte para as empresas da região norte.

  • Sim. A empreitada terá um impacto positivo muito significativo na criação de emprego, tanto na fase de construção como na fase de exploração. Para além dos postos de trabalho diretos no terminal, haverá efeitos indiretos e induzidos em áreas como transportes, logística, manutenção, serviços e indústria associada ao cluster portuário.

  • Com a ampliação, o Terminal de Contentores Norte passará a ter capacidade para movimentar cerca de 1 milhão de TEUs por ano, quintuplicando a capacidade atual do terminal norte, criando condições para receber navios porta-contentores até 300 m de comprimento.

  • Está previsto um aumento do tráfego rodoviário de transporte de contentores. Este movimento será integralmente efetuado pelo interior do porto de Leixões, sem recurso à rede viária municipal.

    Por outro lado, o projeto integra um terminal ferroviário que permitirá uma alternativa mais sustentável para a movimentação de contentores.

    Esta aposta na ferrovia contribui para reduzir a pressão sobre a rede rodoviária, melhorar a eficiência logística e diminuir as emissões associadas ao transporte terrestre.

  • O projeto está sujeito a Avaliação de Impacte Ambiental e inclui um conjunto alargado de medidas para prevenir, minimizar e monitorizar impactes ambientais. Estas medidas abrangem, entre outros aspetos, a qualidade do ar e da água, o ruído, a proteção da biodiversidade e a segurança das infraestruturas, garantindo uma implementação ambientalmente sustentável.

  • Sem esta intervenção, o Porto de Leixões não dará resposta às necessidades das empresas nacionais, condicionando a sua competitividade no mercado global. 

    A ampliação é, por isso, fundamental para assegurar o desenvolvimento económico da região e do país.

  • Ao aumentar a capacidade e eficiência do Porto de Leixões, o projeto reforça a capacidade exportadora e importadora da região norte, reduzindo custos logísticos e melhorando o acesso das empresas aos mercados internacionais. Este fator é determinante para a competitividade do tecido empresarial nacional.

  • O projeto está sustentado por um Estudo de Impacte Ambiental rigoroso, que identifica os principais impactes e define medidas de minimização, mitigação e monitorização. Esta abordagem garante que o desenvolvimento do terminal é feito de forma responsável, equilibrando crescimento económico, proteção ambiental e qualidade de vida das populações.

    • Redução da atividade junto à cidade:
      A área atual do Terminal de Contentores Norte, junto a Leça da Palmeira, registará um decréscimo da atividade de contentores, libertando esta zona próxima da cidade.

    • Afastamento das operações da malha urbana:
      A ampliação permitirá afastar as operações portuárias da área urbana de Leça da Palmeira, contribuindo para a redução do impacto visual e sonoro sobre a população.
    • Impacto na paisagem:
      Será notada uma maior presença de contentores em determinados pontos, sobretudo do lado da Avenida Marginal de Leça da Palmeira. No entanto, parte das operações ficará afastada da frente urbana.
  • No âmbito do projeto, está prevista a criação de uma nova marina no molhe sul, em Matosinhos, concebida como um espaço de acesso público, visitável e com valências para toda a comunidade.
    A APDL pretende que o molhe sul seja devolvido à população, promovendo a fruição pública do espaço marítimo e reforçando a ligação entre o porto, a cidade e os cidadãos. Esta nova marina permitirá uma utilização mais integrada e equilibrada do espaço costeiro, conciliando atividades portuárias, recreativas e urbanas.